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NOME: Fairy Nanda

CIDADE: Mundo das Fadas

ANIVERSARIO:25 de Setembro

SIGNO:Libra

GOSTO:de Fadas...

ODEIO:Inveja,Mentira e Falsidade...

PAIXÃO: Internet,chocolate,fadas
pois paixão é instavel amo a Deus,
minha familia,meus amigos...

FRASE:"Sonhar como se fosse viver para sempre.
Viver como se fosse morrer hoje." (James Dean)
 



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A lua estava cheia, enorme, mostrando toda a imponência que a caracterizava.

Estava no seu auge, no auge do poder.
A Bruxa vestiu o seu manto negro e, mais uma vez, como em todas as luas cheias,

embrenhou-se na bruma da floresta. Porém, ao contrario das outras vezes,

não se dirigiu à orla do bosque para se encontrar com o Humano. Desta vez,

os seus passos seguiram o trilho até ao coração da floresta, em direcção á

clareira iluminada por uma fogueira alimentada pelos ramos secos que a natureza oferecia.

Era o solstício de Verão. Hoje, pertencia à floresta e não ao Humano.
Elas já lá estavam. De mãos dadas, a olhar a lua de olhos fechados,

sentindo a luz dos seus raios trespassarem-lhe os sentidos.
Aproximou-se e de imediato elas olharam-na com um sorriso aberto.
- Finalmente! – proclamou entre risos a Fada abraçando-a com carinho –

já tinha comentado com a Elfo que se calhar tinhas caído novamente nos braços do Humano.
A Bruxa sorriu. A Fada era encantadora naquele seu jeitinho espontâneo.

Era linda e tinha a arte de, com as suas mãos de artista, pintar telas encantadoras

em cada amanhecer, com o desabrochar das flores. Invejava aquele dom que

ela tinha de pintar a aurora e decorar os prados, vales e bosques com aquelas

cores deslumbrantes que ela nem sabia existirem. Só quando ela as combinava

reconhecia o feitiço da sua existência. E era tão linda! Tão sedutora como encantadora

. Todos os seres, mágicos ou não,

a olhavam como se ela própria fosse uma das obras de arte que criava.
- Olá, Bruxa – a Elfo pousou o livro de feitiços que segurava

e estendo-lhe também ela os braços, envolvendo-a num circulo

que a fazia sentir segura, como se nada, nem ninguém, a pudesse atingir –

estás linda e já morria de saudades tuas.
- Eu também – murmurou a bruxa, repousando o seu rosto naquele

ombro que a aconchegava – estás sempre comigo,

mas sentia a falta do teu abraço.
A Fada e a Bruxa cruzavam-se frequentemente no bosque

, cada uma no seu desempenho e, muitas vezes,

em tarefas que se complementavam.

A Elfo estava mais longe, mas apenas no espaço,

porque ambas eram centrais na vida da Bruxa.
A Elfo era também um ser deslumbrante,

menos espontânea, mais cautelosa,

ponderada nos passos que dava,

fundida no conhecimento adquirido nos livros que lera.

Mas era igualmente bela e sensual.

Igualmente intensa e perturbadora.
A Bruxa admirava-as, enquanto seres e enquanto suporte

e porto seguro das suas emoções neste novo

mundo a que agora pertencia.
- Vamos? – a voz serena da Elfo encaminhou-as

para o centro da clareira, onde formaram um circulo perfeito,

em volta da fogueira, entrelaçando as mãos e venerando a lua que as protegia.
Em silêncio, proferiram as evocações que apenas os seus sentidos conseguiam ouvir.
- Traz-me o meu caminho – ecoava a Elfo
- Leva-me ao amor eterno – repercutia a Fada
- Ensina-me a amar de novo – suplicava a Bruxa

E as três, debaixo daquela lua, cada uma delas tão diferente,

cada uma delas com percursos tão desiguais, mas mesmo assim,

naquele momento, eram unas, unas numa só,

percebendo-se e fundindo sentimentos e emoções num só ser.
Cada uma delas tinha sofrido à sua maneira.
Uma, porque fora mal amada.
Outra, porque a haviam amado demais.
E outra porque a haviam amado demais e por isso a haviam amado mal.
O ritual terminou, e a Bruxa, exausta, regressou à sua cabana, perdida no

meio da floresta.

Regressou sozinha…mas sentindo-se profundamente acompanhada.



- Postado por: Nanda às 22h36
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